Um colega me surpreendeu ao longo da semana, de forma positiva, ao me mandar um foto de 2004. Nela, um jovem repórter dava os primeiros passos no jornalismo e, já de cara, teve o privilégio de encontrar uma lenda do futebol.
Na época os moradores de Uberlândia-MG viviam o melhor momento do terrão. Era difícil um domingo em que os estádios de bairros tradicionais da cidade não ficavam cheios. E foi um dos moradores de Uberaba-MG que deu um charme especial.
E foi em um desses domingos, que eu lá estava para cobrir a rodada. Para minha surpresa, bem ali, próximo ao alambrado, estava uma lenda que quase passou despercebida. Ouvindo os burburinhos logo me dei conta de que estava diante de um pedaço da história.
Com uma simplicidade digna dos mestres, Djalma Santos não se fez de rogado e logo falou algumas palavras no microfone. Deixou claro seu orgulho pelo futebol de base, da terra. Nada de estádios famosos com craques em campo. A lenda gostava de estar perto de novatos, da fala ou com a bola nos pés.
A bola mais uma vez unia, como fez tantas vezes, quem começa e quem tem muito a ensinar. Djalma Santos, atuou como lateral-direito pela seleção brasileira e foi campeão do mundo nas copas de 1958 e 1962. Em 1997 e 2000, foi eleito pela FIFA como o maior de todos os tempos na sua posição. Em 2013, a lenda se foi, mas deixou saudade nos campos, nos microfones e no terrão.